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Lembrar para não esquecer
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ESPINHO ACTA Nº 29/2004
----- No dia 10 de Janeiro de 2005 teve lugar a 3ª reunião da Sessão Ordinária de Dezembro do mesmo ano, da Assembleia Municipal de Espinho, agendada para as 21.30 horas. ------------------------------------------------------------------------------------------------------ ----- A reunião foi presidida pelo senhor Presidente da Assembleia Municipal, Carlos Morais Gaio e secretariada por António Cavacas e Ana Marta.
----- Entrou-se de imediato na discussão da Recomendação da CDU sobre “moinhos de água”. --------------------------------------------------------
----- A Recomendação é do seguinte teor: “Num momento em que o futuro de Espinho deve ser objecto de apoiadas reflexões, estudos e decisões – visando, nomeadamente a definição da segunda geração do seu Plano Director Municipal – também é necessário que Espinho escolha do seu Património Histórico o que conservar e cultivar, para um desejável equilíbrio entre a modernidade e a preservação de um passado comum. Como testemunho original e sucedâneo da actividade rural do passado estão em quase desaparecimento nos dias de hoje os variados moinhos de água espalhados pelo concelho. Para além de elementos genuínos do passado rural do concelho, os moinhos de água conformam excelentes motivos de animação cultural e escolar, pretextos para roteiro turístico e ambiental, passível, este último, de cruzamento com outros similares existentes ou a criar. Não exigindo avultadas verbas para a sua reabilitação física e funcional, esta operação tem apoios técnicos oriundos de uma associação nacional para a reabilitação de moinhos. A Assembleia Municipal de Espinho, reunida na sessão iniciada a 21 de Dezembro de 2004, recomenda ao executivo municipal o levantamento e o estudo dos moinhos de água no concelho, tendo em vista a sua reabilitação estrutural e funcional e criação de um roteiro turístico e ambiental que os englobe”.
----- O documento foi apresentado pelo vogal Fausto Neves (CDU). O vogal Domingos Monteiro (PSD) considerou oportuna esta recomendação e disse ir votar a favor. ----- O vogal Pinto Moreira (PSD) fez um apelo ao Presidente da Junta de Freguesia de Anta para que envidasse todos os esforços no sentido de recuperar um moinho, existente no lugar de Além do Rio. ----- O Presidente da Junta da Freguesia de Espinho disse estar de acordo com este documento. ----- O Presidente da Junta de Freguesia de Guetim disse ser salutar a restauração dos moinhos, salientando os fins didácticos para os alunos das escolas do concelho. ----- O Presidente da Junta de Freguesia de Anta referiu que na zona do moinho em Além do Rio existe um estaleiro de inertes, tendo o Tribunal ordenado o despejo desse estaleiro do local, só sendo posteriormente possível proceder à sua recuperação. ----- ----- O vogal Jorge Pina (PS) reiterou a sua concordância com o documento. ----- O vogal Jorge Carvalho (CDU) disse ser positivo que se registasse um aproveitamento integrado destes moinhos, por parte do executivo municipal.------------------------------------ ----- Colocada a Recomendação à votação foi a mesma aprovada por unanimidade. ----------
Serão precisos mais dez anos para que a lei se cumpra??? O que fez o executivo antense para resolver o assunto? E o executivo espinhense?
Não será uma vergonha colocar no sítio oficial da Vila de Anta como local a visitar este moinho? São tantas as perguntas. Quem dá as respostas?
Moinhos em Anta
Moinhos em AntaCom a devida vénia extraímos o texto referente a Anta.
«Muito perto dos limites entre as freguesias de Anta e Silvalde, encontra-se o Moinho do Gavião, no lugar com o mesmo nome.
Este moinho possui três casais de mós, sendo que um deles foi em tempos accionado por um motor eléctrico, tendo adjacente a casa que era do moleiro. Nos anos 60 do século passado, vivia aqui o moleiro Joaquim, o qual emigrou para França, incorporado na leva de imigração que por essa altura assolou o nosso país.
Entretanto, a algumas dezenas de quilómetros de distância para o interior, na freguesia de Santa Maria de Sardoura, concelho de Castelo de Paiva, viviam então Joaquim de Oliveira e Isaura Moreira da Silva, moleiros nos Moinhos da Balsa, na margem do Rio Sardoura, conjunto de duas casas de moinho de rodízio, uma com três casais de mós e outra com dois.
Joaquim de Oliveira trabalhava nas Minas do Pejão, acumulando essa actividade com a de moleiro. Nesse sentido, era a sua esposa que cuidava da distribuição da farinha pelos fregueses, além de assegurar o regular funcionamento do moinho. Para tal, Joaquim de Oliveira levantava-se todos os dias às cinco horas da manhã, de forma a carregar três burros com sacos de farinha, que mais tarde a sua esposa conduziria pelos caminhos e carreiros dos lugares vizinhos. Depois, Joaquim de Oliveira fazia-se ao caminho, a pé, para mais um dia de trabalho nas Minas do Pejão. Era uma vida muito dura, que as difíceis condições de trabalho na mina só agravavam.
Tendo
em conta que na altura não existiriam muitas alternativas de emprego naquela região, Joaquim de Oliveira chegou à conclusão que o futuro dos seus filhos acabaria por passar pelas minas onde ele próprio labutava. Decidido a trocar as voltas ao destino e a evitar que o futuro dos seus filhos não fosse diferente da sua dura realidade, resolveu migrar para o litoral. Adquiriu o Moinho do Gavião em 1965 e aqui se dedicou à actividade de moleiro e ao amanho das terras. Joaquim de Oliveira faleceu em 2004. Actualmente, um dos casais de mós ainda continua em funcionamento, moendo para consumo da família e a pedido de alguns amigos.
Quem visita este Moinho do Gavião, não pode ficar indiferente ao cheiro nauseabundo que paira no ar e ao aspecto pestilento das águas da Ribeira de Silvalde. Na realidade, na altura que por ali passámos, a ribeira era um autêntico esgoto a céu aberto, de águas cinzentas e espuma abundante. Disseram-nos que era frequente este tipo de situações, resultado de descargas ilegais de algumas indústrias a montante. Apesar das queixas apresentadas às entidades competentes, a situação arrasta-se há vários anos, sem solução à vista. »
![]() ![]() Mas a Vila de Anta tal como muitas aldeias do nosso distrito tinha muitos mais moinhos.
Alguns hoje são ruínas e outros foram transformados ou em habitação ou para outras actividades. Existe ainda o moinho que a Junta da Vila de Anta recuperou ficando no entanto parado no tempo a conclusão do projecto inicialmente proposto. Lamentamos que decorridos tantos anos ainda não se tenha conseguido a sua realização.
Eis o que resta de um dos moinhos da Ponte de Anta, hoje transformado em fábrica de limpezas
Por detrás deste existem mais dois completamente em ruínas.
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A segurançaQuem falhou?RTP Vídeo Saúde2008-12-13 13:23:45Professor de Espinho morre à espera do INEMUm professor da Escola Secundária de Espinho morreu após uma aula, vítima de paragem cardíaca. O INEM não tinha ambulância disponível.
Esta foi a primeira vítima (?) da política seguida por José Mota e seus lacaios. É esta a segurança que foi garantida que temos. Morrer a pouco mais de cem metros de uma simples pastilha.
“ O pior analfabeto é o político: ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Não sabe que tudo na sua vida depende das decisões políticas. É assim tão desinformado que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Desconhece que da sua ignorância política – da alienação e da omissão – nascem a prostituição a miséria, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político corrupto, vigarista e demagogo”
Bertoldt Brecht.
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